Show me the money

Por | fevereiro 04, 2013
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A verdade nua e crua do cenário das startups brasileiras não é nem um pouco animadora.

Vários eventos com o propósito de aproximar investidores aos empreendedores são realizados em quase todo território brasileiro.

Alguns gratuitos e outros pagos um tanto quanto duvidosos, mas se antes faltavam eventos hoje você pode encontrar um facilmente para o próximo final de semana.

Muito se fala sobre aportes em startups na mídia, mas o que vemos mesmo são apenas sinalizações de investidores, nada de concreto.

Incubadoras, aceleradoras e investidores anjos estão apenas especulando no mercado, sendo nítido o amadorismo e oportunismo em vários aspectos, seja por parte dos empreendedores como por parte dos investidores.

Uns querem dinheiro a todo custo, sem ter no mínimo um plano de negócios, já os “evil investor” por outro lado querem o máximo de participação possível do empreendimento sem levar em conta uma futura desmotivação do empreendedor.
Acompanho de perto startups que estão bombando, algumas já contam com aproximadamente 300 mil usuários, mas até agora sem nenhum aporte e se depender do atual cenário continuarão dessa forma.

Vejo empreendedores se dedicando de 3 a 4 horas por dia em seus projetos, mas sem a perspectiva de poderem trabalhar full time em suas iniciativas, alguns já perderam até o momentum e estão fadados ao fracasso.

O carnaval está chegando! e o que isso tem a ver?
Bem, depois dele veremos investidores, aceleradoras e incubadoras tirando suas fantasias. Será que sobra alguém de verdade ou o teatro ainda continuará por mais tempo? No país do consumismo e exportador de commodities o empreendedor além de ser sangue nos olhos tem que ser superman e mágico.

O intuito não é desanimar nossos empreendedores, mas dar uma perspectiva real do cenário nacional.
Desenvolvam suas startups com recursos próprios, por amor, realização e principalmente pela perspectiva de melhorar a vida dos usuários.

Andem com as próprias pernas e não dependam de muletas, deem os primeiros passos sozinhos, dói, mas é necessário e gratificante saber que tudo que desenvolveu tudo por conta, mas lembre-se tudo tem um preço.

Se o investidor não quis arriscar no começo, agora que o modelo se mostrou viável é você que dá as cartas e claro, os valores de aporte deverão ser bem maiores.

Lembro a todos que essa postagem não é para ser generalizada, pois toda generalização não é saudável, existem alguns pontos fora da curva.

Esses pontos devem servir de exemplo e incentivo para os empreendedores e investidores sérios que participam de alguns poucos eventos de qualidade.

Rapidamente posso citar alguns eventos organizados de forma profissional como os do STARTUPI, FIESP, entre outros, mas dá para contar nos dedos.

Nós mesmos da Intellecta já caminhamos para uma segunda rodada de investimentos via nosso advisor Bruno Ghizoni e temos como mentor o Sr. Ernesto Haberkorn – Fundador da TOTVS.

Trabalhem arduamente e de forma profissional, assim pessoas sérias seja para investir ou mentorar se aproximarão, isso é inevitável!

Por: Wagner Marcelo

Autoria: Wagner Marcelo

www.fb.com/wagner3m

15 Comments

  • #Fato! Muito bem exposto o tema! A verdade nua e crua!

  • Guta Orofino disse:

    Excelente desabafo. reforço o que o Mackeenzy perguntou acima. Onde posso curtir???

  • mila ziggy disse:

    nossa ta precisando duma mao ai pra fazer o site?

  • É isso ai! É o “glamour” empreendedor… :)

    Bora fazer um curso online de graça chamado: Empreenda pelas Razões Certas. rs

  • Marco Gomes disse:

    Discordo de cada linha.

    Os investimentos têm acontecido muito mais que nos anos que comecei, 2006-2007. O profissionalismo está aumentando tanto do lado de investidores quanto de empreendedores. Para citar alguns nomes EasyTaxi, Baby.com.br, PetLove, Redpoint, Monashees, PagPop, 21212.

    Com essa evolução do cenário, há casos bons (repito: vários, não são exceção) e também há cases “ruins”, gente aproveitadora, mas isso é aceitável, previsível e gerenciável.

    Enfim, não sou pessimista e nem acho que “após o carnaval investidores tirarão suas fantasias”, isso foi uma péssina analogia. Não leve para o pessoal, não te conheço pessoalmente, é só minha opinião sobre o texto :)

  • Tiago Asevedo disse:

    Legal, leitura válida! Principalmente em relação a eventos. Depois de dois anos tocando o Circuito Startup (um dos poucos eventos com estrutura profissional por atrás), vi diversos outros nascendo. Parte tentando acertar e ajudar “a cena”, parte aproveitando a onda. Faz parte…

    Sei que não é seu caso, mas também vejo muita gente “acompanhando” o cenário de startups, sem de fato ajudar de alguma forma. Falando isso ou aquilo, sem nunca ter feito nada pelo ecossistema. Nunca ter investido em nada ou criado algo relevante. Palavras ao vento…

    Também tenho vários argumentos para mostrar como o cenário é péssimo e outros para mostrar como o cenário é ótimo. É tudo uma questão de perspectiva.

    Difícil falar sobre “A verdade nua e crua” para todos! A “verdade nua e crua” é experimentada por cada um, em seu universo produtivo. Para uns o cenário é péssimo, para outros é ótimo!

    O desafio é contribuir de alguma forma para que se torne ótimo para mais gente.

  • Alexandre disse:

    Olha,

    isso é uma coisa que tenho reparado a algum tempo. Eventos aos monte, mas a maioria “vazios” (com pouco valor a agregar), sempre achei que os investidores querem muito, alguns falam de 70% a 80% do negócio, só isso já me faria desistir da coisa toda, ainda mais se vc não estiver sozinho, concordo com o Wagner, acredito que inicialmente, ninguém precise de investimento, salvo alguns tipos de negócio, e acredito tb que é bom batalhar, dar o seu próprio jeito de fazer a coisa andar sozinha, pois vc aprende muito mais sobre o seu público, sobre o projeto, e dá muito mais valor.

  • Tiago Asevedo disse:

    Legal Marcelo, leitura válida! Principalmente em relação a eventos. Depois de dois anos tocando o Circuito Startup (um dos poucos eventos com estrutura profissional por trás), vi diversos outros nascendo. Parte tentando acertar e ajudar “a cena”, parte apenas aproveitando a onda para ganhar um troco. Faz parte…

    Sei que não é seu caso, mas também vejo muita gente “acompanhando” o cenário de startups, sem de fato ajudar de alguma forma. Falando isso ou aquilo, sem nunca ter feito nada pelo ecossistema. Nunca ter investido em nada ou criado algo relevante. Palavras ao vento…

    Como você, também tenho vários argumentos para mostrar como o cenário é péssimo. Mas também tenho outros para mostrar como o cenário é ótimo. É tudo uma questão de perspectiva.

    Difícil falar sobre “A verdade nua e crua” para todos! A “verdade nua e crua” é experimentada por cada um, em seu universo produtivo. Para uns o cenário é péssimo, para outros é ótimo!

    O desafio é contribuir de alguma forma para que se torne ótimo para mais gente.

  • O seu texto é de grande valia e mostra a verdade sobre as startups no Brasil, digo isso por experiência própria, tenho um projeto desde 2008 e com todas as dificuldades de ter que andar sozinho com as próprias pernas estou começando a realizar um sonho, trabalho com publicidade há mais de 12 anos e desenvolvi um aplicativo que é a lista telefônica de papel na tela do celular e com a grande vantagem de que uma vez baixada no celular você pode ter acesso aos contatos sem estar mais conectado a internet, e já tive várias especulações mas nada concreto mas agora que o produto esta pronto vejo as pessoas querendo vir impor mas agora eu posso impor e mostra que o produto tem viabilidade e que traz a comodidade para quem precisa de um contato na lista. Para finalizar digo apostem em seus projetos pois um dia acontecerá o melhor. Tela Cheia – A lista telefônica na tela do seu celular! É o nome do meu aplicativo que esta disponível para a cidade de Anápolis-GO

  • Paulo Araujo disse:

    Montar uma “Aceleradora” é grande negócio.

    Aluga-se algumas salas com decoração bacana. Chamam 3 gatos pingados ditos “consultores”, ditos “experientes” e que trabalham part-time.

    Ele investe 50 mil reais e fica dando pitaco na empresa do empreendedor que passa ser seu melhor e menos bem pago funcionário para o resto da vida.

    Ter uma “aceleradora” é um grande negócio.

  • Tá um tanto pessimista mesmo o texto. Apesar de acreditar num amadurecimento do empreendedor e do investidor também. Provável que agora, quem estiver na posição de “acelerado” e etc, seja mais preparado do que anos atrás. Isso pelo amadurecimento normal das próprias startups/investidores.

    Rodrigo
    http://www.vindi.com.br
    http://www.sonhogrande.com

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